Spotify defende que fandoms movem novos negócios da música no Brasil

Coluna na Billboard Brasil mostra como comunidades de fãs viraram estratégia comercial — do trap e funk ao universo da sertaneja Marília Mendonça.

Imagem: Billboard Brasil

Em coluna para a Billboard Brasil, Marina Burini, líder de Estratégia de Negócios Criativos do Spotify na América Latina, argumenta que a indústria musical precisa enxergar o fandom além dos indicadores de consumo tradicionais. Como exemplo, ela cita a Experiência Creme, de 2023, que transformou a playlist “creme”, do Spotify, em uma exposição gratuita na Praça das Artes, em São Paulo, com mais de 60 artistas e produtores da cena urbana, 478 m² de área e dois dias de shows com 12 nomes da Mainstreet e da GR6.

Os dados reforçam a tese. Segundo o estudo Culture Next 2026, do Spotify, três em cada cinco jovens afirmam que seus fandoms são parte essencial de sua identidade, e 80% dos jovens brasileiros recorrem a podcasts para se aprofundar em temas de interesse — com o consumo de vídeo nesse formato crescendo 75% nos últimos 18 meses. Burini também aponta o projeto This Is Marília Mendonça, de 2024, que partiu do fato de mais de 40% dos ouvintes da artista no Spotify terem menos de 27 anos.

A conclusão aponta para uma virada estratégica: a relevância de uma comunidade não deve ser confundida com oportunidade automática de monetização — o que exige escuta, entrega de valor real e colaboração. O Spotify se prepara para testar essa abordagem no Brasil, onde Burini conduz o desenvolvimento do SFX (Spotify Superfans Experience), evento dedicado à cultura de fandom previsto para estrear em janeiro de 2027.

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